Dr. Arthur Faria, Medicina Regenerativa, Ortopedia e Traumatologia

Ácido hialurônico no joelho dói? O que se sente na aplicação

Publicado em 29 de outubro de 2026 · Conteúdo informativo, aguardando revisão clínica do Dr. Arthur Faria

Quem vai fazer viscossuplementação costuma perguntar se a aplicação dói. A resposta curta é que, nos estudos, a dor do procedimento foi baixa em média, mas detalhes da técnica e do seu joelho fazem diferença.

Imagem ilustrativa: mãos com luvas preparando seringa e frasco numa bandeja

Resposta rápida

Aplicar ácido hialurônico no joelho costuma doer pouco: a picada da agulha e o desconforto do líquido entrando. Num estudo com ácido hialurônico e corticoide na mesma injeção, a dor ficou em média entre 1,5 e 2,7 numa escala de 0 a 10. Depois, pode haver dor, calor e leve inchaço passageiros.

O que se sente na hora da aplicação?

Na maioria das vezes, um desconforto curto: a picada da agulha e o líquido entrando na articulação. Logo depois, a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS) descreve dor, calor e leve inchaço no local, que melhoram com gelo e costumam passar rápido.

Um estudo coreano de 2015, com 60 pessoas com artrose, mediu numa escala de 0 a 10 a dor durante a primeira injeção no joelho, que levava ácido hialurônico junto com corticoide. A média foi de 1,5 quando a agulha entrou pela via anterolateral, na frente do joelho e do lado de fora, e de 2,7 pela via superolateral, acima e do lado de fora. A melhora da dor depois do tratamento foi parecida nos dois grupos. As aplicações seguintes foram só com ácido hialurônico.

O ponto de entrada da agulha é escolhido pelo médico conforme o joelho e se há líquido para retirar. Não existe um único jeito para todos.

Por que para algumas pessoas dói mais?

Porque a dor depende do caminho da agulha, de quantas tentativas são necessárias e de como o joelho está naquele dia. A mesma pessoa pode sentir uma aplicação tranquila e outra mais chata.

Quando o joelho está inchado, com líquido acumulado, a AAOS descreve que o médico pode retirar o excesso de líquido antes de injetar o ácido hialurônico, em geral pela mesma agulha. Isso faz parte do procedimento e é explicado antes.

Outro ponto é o número de aplicações. Dependendo do produto, o tratamento pode ter de 1 a 5 injeções ao longo de algumas semanas, segundo a AAOS, e cada uma é uma nova picada. O tema tem texto próprio: dose única ou várias aplicações de ácido hialurônico.

A guia por ultrassom ajuda a doer menos?

Os estudos sugerem que sim. Com a imagem, a agulha chega ao alvo com mais precisão, e a dor do procedimento foi menor nas comparações publicadas.

Uma revisão sistemática de 2016, com 9 estudos e 715 adultos, comparou a punção do joelho guiada por ultrassom com a feita por referências anatômicas. Com ultrassom, a punção foi mais precisa, a dor durante o procedimento foi menor e se retirou mais líquido, sem diferença no tempo do procedimento.

Num estudo randomizado com 148 articulações, publicado em 2009, as infiltrações guiadas por ultrassom tiveram 43% menos dor durante o procedimento do que as feitas pela palpação. Esses estudos não foram feitos especificamente com ácido hialurônico, mas a lógica é a mesma: enxergar a agulha ajuda. Veja infiltração guiada por ultrassom.

O que ajuda a doer menos?

Algumas medidas simples, combinadas antes: anestésico na pele quando indicado, resfriar o local antes da picada e avisar se você tem medo de agulha.

Um estudo randomizado de 2026, com 50 pessoas que receberam injeção nos dois joelhos, testou resfriar a pele por 20 segundos com um bastão gelado antes da picada. No joelho resfriado, a dor na entrada da agulha e 5 minutos depois foi menor, e houve menos sangramento no local. É um estudo só, mas aponta uma medida simples.

O uso de anestésico na pele e as outras medidas de conforto são combinados no dia, conforme a técnica. Se você já passou mal com agulha, conte antes, para a aplicação ser planejada com calma e com você bem apoiado.

E depois da aplicação, dói?

Pode doer um pouco. Dor, calor e leve inchaço logo depois da injeção são as reações locais descritas pela AAOS; melhoram com gelo e costumam passar rápido.

A revisão Cochrane de 2006 observou que, em comparação com tratamentos que agem no corpo todo, como anti-inflamatórios em comprimido, o ácido hialurônico teve mais reações locais e menos efeitos sistêmicos. Uma meta-análise de 2012 encontrou mais crises de dor e inchaço no joelho com o ácido hialurônico, mas sem diferença estatisticamente significativa. Raramente, o joelho enche de líquido e fica vermelho, quente e dolorido; nesse caso, a AAOS orienta avisar o médico imediatamente.

Os efeitos colaterais em detalhe estão em efeitos colaterais do ácido hialurônico no joelho, e os cuidados dos primeiros dias em repouso depois do ácido hialurônico no joelho. O procedimento está descrito na página de infiltração com ácido hialurônico.

Se quiser saber se o seu caso tem indicação, o caminho é a consulta: agendar pelo WhatsApp particular ou, pelo convênio, falar com a Clínica Santa Marta.

Dúvidas frequentes

Dói mais que a infiltração com corticoide?

Os estudos citados aqui não compararam a dor da aplicação entre as duas substâncias. A diferença descrita está nos dias seguintes: com o ácido hialurônico, reação local passageira; com o corticoide, parte das pessoas tem piora da dor nas primeiras horas ou dias. Para infiltrações em geral, veja infiltração dói?

A dor da aplicação indica se o tratamento vai funcionar?

Não. A dor da picada e o efeito do tratamento são coisas separadas. No estudo de 2015, a via de entrada mudou a dor da aplicação, mas o alívio depois do tratamento foi parecido nos dois grupos.

O que fazer se a dor aumentar nos dias seguintes?

Dor que aumenta em vez de diminuir, com o joelho cheio de líquido, vermelho e quente, deve ser avisada ao médico na hora, como orienta a AAOS. Infecção e sangramento são muito raros, mas são complicações que não podem esperar.

Referências

  1. American Academy of Orthopaedic Surgeons, OrthoInfo. Viscosupplementation Treatment for Knee Arthritis. orthoinfo.aaos.org/en/treatment/viscosupplementation-treatment-for-knee-arthritis
  2. Lee SY et al. Anterolateral Portal Is Less Painful than Superolateral Portal in Knee Intra-Articular Injection. Knee surgery & related research, 2015. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26676089
  3. Wu T et al. Ultrasound-guided versus landmark in knee arthrocentesis: A systematic review. Seminars in arthritis and rheumatism, 2016. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26791571
  4. Sibbitt WL Jr et al. Does sonographic needle guidance affect the clinical outcome of intraarticular injections?. The Journal of rheumatology, 2009. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19648304
  5. Sutthapakti B et al. Cryostick pre-cooling reduces pain during intra-articular knee injections: a randomized, contralateral-controlled trial. The Knee, 2026. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42424755
  6. Bellamy N et al. Viscosupplementation for the treatment of osteoarthritis of the knee. The Cochrane database of systematic reviews, 2006. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16625635
  7. Rutjes AW et al. Viscosupplementation for osteoarthritis of the knee: a systematic review and meta-analysis. Annals of internal medicine, 2012. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22868835
  8. Duarte-Monteiro AM et al. Safety of intra-articular glucocorticoid injections - state of the art. ARP rheumatology, 2023. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37042846
Dr. Arthur Faria
Sobre este texto

Conteúdo informativo preparado pela equipe do site a partir das referências listadas acima. Ainda não passou pela revisão clínica do Dr. Arthur Faria (CRM-MG 70688, RQE 61843), médico responsável pelo site. Não substitui a consulta: o que vale para o seu caso é definido na avaliação.

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