Dr. Arthur Faria, Medicina Regenerativa, Ortopedia e Traumatologia

PRP em Uberlândia: plasma rico em plaquetas para articulações, tendões e músculos

O PRP é um concentrado de plaquetas obtido do seu próprio sangue e injetado no local da lesão, guiado por ultrassom. É usado há anos na medicina esportiva, no Brasil e fora dele, em artrose, tendinites e lesões musculares. No consultório, a indicação é feita caso a caso, sempre junto com a reabilitação.

Imagem ilustrativa: mãos com luvas preparando seringa e frasco numa bandeja

O que é o PRP?

PRP é a sigla de plasma rico em plaquetas. É obtido com uma coleta de sangue sua, como a de um exame de laboratório. O sangue é centrifugado para separar e concentrar as plaquetas, que carregam fatores de crescimento. Esse concentrado é então injetado no local da lesão.

A ideia é usar componentes do próprio corpo para modular a inflamação e estimular o reparo local. Isso não quer dizer que o PRP reconstrua cartilagem ou tendão. O que os estudos mostram, com variação, é alívio de dor e melhora de função em várias condições, com resultados mais consistentes na artrose de joelho e nas tendinopatias, como a epicondilite lateral.

Em que situações o PRP é usado?

O PRP é usado em lesões de articulação, tendão e músculo, sobretudo quando o tratamento de base (exercício, fisioterapia, ajuste de carga) não bastou. As situações mais comuns no consultório:

Na medicina esportiva, o PRP faz parte há anos do tratamento de lesões musculares e de tendão em vários países, inclusive no futebol profissional. A resposta varia de pessoa para pessoa, e por isso a indicação depende do diagnóstico, do momento da lesão e do que você precisa voltar a fazer. Explico como o PRP é usado no esporte aqui.

PRP para artrose de joelho: o que esperar?

Na artrose de joelho leve a moderada, o PRP é uma opção quando o exercício e a analgesia não bastam. Estudos comparando PRP com ácido hialurônico e com placebo mostram, em média, alívio de dor e melhora de função ao longo de meses, com resultados mais favoráveis nos graus iniciais da artrose.

O esquema mais comum é de uma a três aplicações, com intervalo de semanas, e o alívio, quando ocorre, tende a aparecer depois de algumas semanas, não no mesmo dia. Nos graus avançados, com deformidade, a resposta é pobre e a conversa passa a ser sobre prótese.

PRP para cotovelo de tenista: o que esperar?

Na epicondilite lateral crônica, aquela que já dura meses e não respondeu a repouso, órtese e fisioterapia, o PRP tem estudos mostrando melhora da dor em comparação com corticoide e com placebo no seguimento de meses. O corticoide costuma aliviar mais rápido, mas com piores resultados a médio prazo.

Em geral é uma única aplicação, guiada por ultrassom, no tendão de origem dos extensores. A dor pode aumentar por alguns dias depois do procedimento, o que é esperado, e a melhora é gradual ao longo de semanas. Durante esse tempo, a reabilitação continua.

PRP no ombro e em outras tendinites: o que esperar?

Nas tendinopatias crônicas, como a do manguito rotador, a do tendão patelar e a do tendão de Aquiles, o PRP é aplicado no tendão ou ao redor dele com o ultrassom, como complemento ao programa de fortalecimento. Revisões de estudos mostram, em média, alívio de dor nas tendinopatias, com variação entre os tendões e entre os estudos.

Em geral são uma ou duas aplicações, com intervalo de semanas. A dor pode aumentar nos primeiros dias e a melhora, quando ocorre, é gradual. Rotura completa e recente de tendão em pessoa ativa é avaliada para cirurgia antes de qualquer infiltração.

Quais são os riscos e os cuidados?

Como o material é o seu próprio sangue, não há risco de rejeição ou de transmissão de doença. Os efeitos mais comuns são dor e inchaço no local por alguns dias. Infecção é rara com antissepsia adequada.

Anti-inflamatórios são evitados por alguns dias antes e depois do PRP, porque podem interferir na ação das plaquetas. Analgésico simples é liberado. O protocolo exato vai por escrito.

Para quem não é indicado

  • Infecção ativa, local ou geral
  • Doenças das plaquetas ou da coagulação, e uso de anticoagulante sem ajuste combinado
  • Câncer em atividade ou tratamento quimioterápico em curso
  • Gestação
  • Artrose de joelho avançada, com deformidade, em que a indicação tende a ser a prótese
  • Rotura completa e recente de tendão em pessoa ativa, que tem avaliação cirúrgica primeiro
  • Quem busca promessa de cura ou de regeneração garantida

Como faço no consultório

Antes de indicar PRP, confirmo o diagnóstico com exame físico e ultrassom, explico o que a evidência mostra e o que não mostra para o seu caso, e você assina o termo de consentimento. Tudo fica registrado no prontuário.

No dia: coleta do seu sangue, centrifugação no consultório, preparo do concentrado e, com o ultrassom, aplicação no alvo (dentro do joelho, no tendão do ombro ou do cotovelo, ou no músculo). O procedimento completo leva em torno de uma hora, contando o preparo do material.

Depois: repouso relativo por dois ou três dias, gelo se houver dor, sem anti-inflamatório no período combinado. A fisioterapia é retomada em seguida, e a volta ao esporte é liberada por etapas, conforme a resposta.

Se quiser saber se o seu caso tem indicação, o caminho é a consulta: agendar pelo WhatsApp particular ou, pelo convênio, falar com a Clínica Santa Marta.

Dúvidas frequentes

Posso voltar com a corrida logo depois de fazer PRP?

Não no mesmo dia. Em geral, oriento alguns dias de repouso relativo e um retorno progressivo, começando por caminhada, com a corrida liberada ao longo das semanas seguintes conforme a dor permite. O prazo exato depende da articulação e da sua resposta, e é definido na consulta.

Posso tomar anti-inflamatório depois do PRP?

Prefiro que não, por alguns dias antes e depois do procedimento, porque o anti-inflamatório pode interferir na ação das plaquetas. Dor e desconforto são tratados com analgésico simples e gelo. A orientação exata vai por escrito.

Quantas sessões de PRP são necessárias?

No cotovelo de tenista, costuma ser uma. No joelho e nas outras tendinites, de uma a três, com intervalo de semanas. Isso varia conforme o caso e é definido na consulta.

O PRP é feito com o meu sangue mesmo?

Sim, sempre. O PRP é preparado a partir do sangue do próprio paciente, coletado no dia. Não existe PRP de doador.

Faz PRP no ombro ou em outras tendinites?

Sim, quando há indicação. Nas tendinopatias do manguito rotador e em outras tendinites crônicas, o PRP pode entrar como complemento ao fortalecimento, depois da avaliação com exame físico e ultrassom. Rotura completa e recente de tendão é avaliada para cirurgia primeiro.

PRP serve para lesão muscular?

Pode ser usado em lesões musculares, sobretudo em quem pratica esporte, como apoio à reabilitação. Os estudos têm resultados variados, e a indicação depende do tipo e do grau da lesão, vistos no exame e no ultrassom.

PRP é coberto pelo convênio?

Em regra, não. É um procedimento particular. O valor é informado na consulta.

Referências

  1. Mishra AK et al. Efficacy of platelet-rich plasma for chronic tennis elbow: a double-blind, prospective, multicenter, randomized controlled trial of 230 patients. The American Journal of Sports Medicine, 2014.
  2. Fitzpatrick J et al. The effectiveness of platelet-rich plasma in the treatment of tendinopathy: a meta-analysis of randomized controlled clinical trials. The American Journal of Sports Medicine, 2017.
  3. Coombes BK, Bisset L, Vicenzino B. Efficacy and safety of corticosteroid injections and other injections for management of tendinopathy: a systematic review of randomised controlled trials. The Lancet, 2010.
  4. Bannuru RR et al. OARSI guidelines for the non-surgical management of knee, hip, and polyarticular osteoarthritis. Osteoarthritis and Cartilage, 2019.
  5. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), sbot.org.br.
Dr. Arthur Faria
Dr. Arthur Faria

Ortopedista e traumatologista, CRM-MG 70688, RQE 61843, TEOT 19581. Texto escrito e revisado pelo médico em outubro de 2026.

Quer saber se o seu caso tem indicação?

A consulta particular acontece às segundas, das 8h às 12h, na Lídice, em Uberlândia. Valor: R$ 450,00. Se for usar convênio, o caminho é a Clínica Santa Marta.

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