Dr. Arthur Faria, Medicina Regenerativa, Ortopedia e Traumatologia

Cotovelo de tenista (epicondilite lateral): tratamento em Uberlândia

Cotovelo de tenista é a dor na parte externa do cotovelo causada por sobrecarga do tendão que estende o punho e os dedos. Apesar do nome, a maioria dos casos não é em tenistas. O tratamento começa com ajuste de carga, órtese e exercícios; nos casos que não melhoram, a infiltração guiada por ultrassom, incluindo o PRP, é uma das opções.

Imagem ilustrativa: antebraço e cotovelo de quem segura uma raquete de tênis

O que é o cotovelo de tenista?

É a tendinopatia dos tendões extensores do punho, na inserção deles no epicôndilo lateral, o osso saliente na parte de fora do cotovelo. O tendão mais envolvido é o extensor radial curto do carpo. Não é propriamente uma inflamação, e sim uma degeneração do tendão por uso repetitivo, o que explica por que o anti-inflamatório ajuda pouco a longo prazo.

Aparece em tenistas, mas também em quem trabalha com movimentos repetidos de punho (digitar, apertar, carregar), em quem faz musculação com pegada forte e em muitas pessoas sem causa clara, em geral entre 35 e 55 anos.

Quais são os sintomas?

  • Dor na parte externa do cotovelo, que pode descer pelo antebraço
  • Dor ao apertar a mão, segurar uma xícara, girar a maçaneta ou levantar objetos com a palma para baixo
  • Dor ao estender o punho contra resistência
  • Fraqueza na pegada

O diagnóstico é clínico, pelo exame físico. O ultrassom confirma o espessamento do tendão e eventuais roturas parciais, e ajuda a excluir outras causas de dor lateral no cotovelo.

Não vou parar de jogar tênis. O que posso fazer para melhorar a dor no cotovelo?

Dá para tratar sem parar completamente, na maioria dos casos. O que costuma funcionar: reduzir temporariamente o volume e a intensidade (menos jogos, menos saque e backhand de uma mão), revisar o equipamento (tensão das cordas, tamanho da empunhadura, peso da raquete), usar a órtese de cotovelo durante o jogo e, principalmente, fazer o programa de exercícios de fortalecimento excêntrico dos extensores do punho.

Quando a dor persiste depois de alguns meses de tratamento bem feito, a infiltração guiada por ultrassom entra como opção. É aqui que o PRP tem lugar: a epicondilite lateral é uma das condições com mais estudos sobre ele, que mostram melhora de dor a médio prazo em comparação com corticoide. O corticoide alivia mais rápido, mas tende a ter resultado pior depois de alguns meses, com mais recidiva.

O prazo para voltar à quadra depois da infiltração e o esquema de retorno são definidos na consulta.

Quando a cirurgia é indicada?

Raramente. Fica reservada para uma minoria de casos em que a dor persiste por mais de um ano apesar de todo o tratamento conservador e das infiltrações, com limitação importante. A maioria das pessoas melhora sem operar, com paciência e tratamento consistente.

Quando a infiltração não é indicada no cotovelo

  • Casos recentes, com poucas semanas de dor, que ainda não fizeram o tratamento de base (ajuste de carga, órtese e exercícios)
  • Infecção ativa
  • Corticoide repetido no mesmo cotovelo, pelo risco de piora a médio prazo e de atrofia da pele e da gordura local
  • Dor lateral no cotovelo de outra causa, como compressão de nervo ou problema da articulação, que precisa de tratamento diferente

Como faço no consultório

Examino o cotovelo com testes para os extensores e para excluir outras causas de dor lateral, e uso o ultrassom para ver o tendão: espessamento, rotura parcial, vascularização. Com você, revejo o treino, o equipamento e a rotina de trabalho, porque sem mexer na causa a infiltração não se sustenta.

Se a indicação de PRP se confirma, o procedimento é feito em outro dia, com coleta de sangue, preparo e aplicação guiada por ultrassom no tendão, em geral uma única vez. Depois, alguns dias de repouso relativo, sem anti-inflamatório, com a reabilitação retomada em seguida.

Se quiser saber se o seu caso tem indicação, o caminho é a consulta: agendar pelo WhatsApp particular ou, pelo convênio, falar com a Clínica Santa Marta.

Dúvidas frequentes

Cotovelo de tenista melhora sozinho?

Uma parte dos casos melhora ao longo de meses, mesmo sem tratamento, mas o tempo é longo e a recidiva é comum. O tratamento encurta esse caminho e reduz o risco de voltar.

A órtese (tensor de cotovelo) funciona?

Ajuda a reduzir a dor durante a atividade, ao redistribuir a tração no tendão. É um complemento, não substitui os exercícios.

Corticoide ou PRP para o cotovelo?

O corticoide alivia rápido e serve para situações pontuais, mas tem resultado pior depois de alguns meses. O PRP tem início mais lento e resultado mais favorável a médio prazo nos estudos. A escolha depende do seu caso e do seu prazo, e é definida na consulta.

Quanto tempo depois do PRP posso voltar a jogar?

Em geral, o retorno é progressivo ao longo de semanas, começando pelos exercícios de reabilitação e depois pelos treinos leves. O prazo exato depende da sua resposta e é definido na consulta.

Cotovelo de tenista e cotovelo de golfista são a mesma coisa?

Não. O de tenista é na parte externa (extensores); o de golfista, na parte interna (flexores). O raciocínio de tratamento é parecido, inclusive em relação às infiltrações.

Referências

  1. Mishra AK et al. Efficacy of platelet-rich plasma for chronic tennis elbow: a double-blind, prospective, multicenter, randomized controlled trial of 230 patients. The American Journal of Sports Medicine, 2014.
  2. Coombes BK, Bisset L, Vicenzino B. Efficacy and safety of corticosteroid injections and other injections for management of tendinopathy: a systematic review of randomised controlled trials. The Lancet, 2010.
  3. Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC).
  4. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), sbot.org.br.
Dr. Arthur Faria
Dr. Arthur Faria

Ortopedista e traumatologista, CRM-MG 70688, RQE 61843, TEOT 19581. Texto escrito e revisado pelo médico em outubro de 2026.

Quer saber se o seu caso tem indicação?

A consulta particular acontece às segundas, das 8h às 12h, na Lídice, em Uberlândia. Valor: R$ 450,00. Se for usar convênio, o caminho é a Clínica Santa Marta.

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