PRP no esporte: por que os atletas usam e quando faz sentido para você
Publicado em 27 de outubro de 2026 · Revisado em outubro de 2026 · Dr. Arthur Faria, CRM-MG 70688
O plasma rico em plaquetas (PRP) é usado há mais de uma década na medicina esportiva, em vários países, em lesões de músculo, tendão e articulação de atletas. Esse uso chegou ao consultório: quem corre, joga tênis, futebol ou faz musculação pode se beneficiar do mesmo raciocínio, com a indicação feita caso a caso.

O que é o PRP, em poucas palavras?
É um concentrado das plaquetas do seu próprio sangue, preparado no consultório e injetado no local da lesão com a agulha guiada por ultrassom. As plaquetas carregam fatores de crescimento que participam do processo natural de reparo do corpo. Explico o procedimento em detalhe aqui.
Por que o PRP é tão usado no esporte?
Porque o atleta precisa de um tratamento que respeite o tecido e permita voltar a treinar com segurança. Em clubes de futebol e centros de medicina esportiva dos Estados Unidos, da Europa e da América do Sul, o PRP faz parte há anos do tratamento de lesões musculares e de tendão, sempre junto com a reabilitação. Há clubes que o usam até no fim da temporada, para tratar com calma as lesões acumuladas.
Uma vantagem prática é que o material vem do próprio atleta: não há risco de rejeição, não é considerado doping e não traz os efeitos do corticoide repetido sobre o tendão.
Em quais lesões do esporte o PRP é usado?
- Lesões musculares, como estiramentos na coxa e na panturrilha, como apoio à reabilitação
- Tendinites crônicas: tendão patelar (joelho do saltador), tendão de Aquiles, manguito rotador no ombro e cotovelo de tenista
- Artrose de joelho, em quem quer seguir ativo
- Lesões de ligamento e de menisco, em casos selecionados
Em todas, o PRP é parte do plano, não o plano inteiro: a carga progressiva e a reabilitação continuam sendo o que devolve a função.
O que esperar, de forma realista?
O PRP não age como um analgésico. A dor pode aumentar nos primeiros dias, e a melhora, quando acontece, é gradual, ao longo de semanas. Os estudos têm resultados que variam conforme a lesão: são mais consistentes na epicondilite lateral, na artrose de joelho e nas tendinopatias, e mais divergentes nas lesões musculares.
Por isso, desconfie de quem promete volta em prazo fixo ou cura. O que a avaliação faz é dizer se o seu caso tem indicação e qual é o plano de retorno.
E quem não é atleta profissional?
O raciocínio é o mesmo para quem treina por conta própria: o corredor com dor no tendão patelar, a tenista com dor no cotovelo, quem faz musculação e sente o ombro. A diferença é que o plano se ajusta à sua rotina, não a um calendário de jogos.
Se quiser saber se o seu caso tem indicação, o caminho é a consulta: agendar pelo WhatsApp particular ou, pelo convênio, falar com a Clínica Santa Marta.
Dúvidas frequentes
PRP é doping?
Não. Por ser preparado a partir do sangue do próprio atleta, o PRP não está na lista de substâncias proibidas da Agência Mundial Antidoping.
Quanto tempo depois do PRP posso voltar a treinar?
Depende da lesão e da sua resposta. Em geral, alguns dias de repouso relativo e retorno progressivo ao longo de semanas, com prazo definido na consulta.
O PRP substitui a cirurgia?
Não. Ele pode ser uma opção para adiar ou evitar chegar à cirurgia em casos selecionados, sem garantia. Quando a cirurgia é a indicação correta, é isso que vou dizer.
Preciso assinar alguma coisa?
Sim, um termo de consentimento por escrito, depois de receber a explicação completa sobre o procedimento, o que se espera e os riscos.
Referências
- Fitzpatrick J et al. The effectiveness of platelet-rich plasma in the treatment of tendinopathy: a meta-analysis of randomized controlled clinical trials. The American Journal of Sports Medicine, 2017.
- Hamid MSA et al. Platelet-rich plasma injections for the treatment of hamstring injuries: a randomized controlled trial. The American Journal of Sports Medicine, 2014.
- Mishra AK et al. Efficacy of platelet-rich plasma for chronic tennis elbow: a double-blind, prospective, multicenter, randomized controlled trial of 230 patients. The American Journal of Sports Medicine, 2014.
- Bannuru RR et al. OARSI guidelines for the non-surgical management of knee, hip, and polyarticular osteoarthritis. Osteoarthritis and Cartilage, 2019.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), sbot.org.br.

Ortopedista e traumatologista, CRM-MG 70688, RQE 61843, TEOT 19581. Texto escrito e revisado pelo médico em outubro de 2026.
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Quer saber se o PRP tem indicação no seu caso?
A consulta particular acontece às segundas, das 8h às 12h, na Lídice, em Uberlândia. Valor: R$ 450,00. Se for usar convênio, o caminho é a Clínica Santa Marta.